Cidades alegam não ter recebido doses necessárias para os profissionais de saúde que não são da linha de frente no combate à pandemia de coronavírus

São José dos Campos e Taubaté acionaram o governo estadual alegando que estão sem as doses previstas para a segunda etapa de imunização para os profissionais de saúde que não são linha de frente no combate à pandemia de coronavírus.

Segundo o fabricante, o prazo para a aplicação da segunda dose é de 21 a 28 dias após a primeira vacina. Em São José dos Campos, o fechamento do ciclo de imunização deve ser ser feita no período de 25 de fevereiro a 4 de março.

Os profissionais da saúde que não são da linha de frente estavam entre os grupos prioritários da campanha de vacinação. Nas duas cidades, a imunização do grupo começou a ser feita em 4 de fevereiro.

As prefeituras alegam que acionaram o governo estadual alertando para a necessidade de novas remessas do imunizante para a aplicação, mas que ainda não tiveram um retorno.

Já na manhã desta quinta-feira (25) houve quem percorreu postos pelas unidades, mas foi informado do atraso. Em São José dos Campos, a gestão apontou que são necessárias 7.690 unidades. Em Taubaté, o número de doses necessárias não foi informado até a publicação da reportagem.

Nas duas cidades, os profissionais da linha de frente e idosos em asilos estão recebendo a segunda dose. Mas não há previsão para os demais públicos que já foram vacinados porque, segundo as prefeituras, elas dependem de uma resposta do governo estadual.

O governo estadual informou que encaminhou doses suficientes para a vacinação de primeira e segunda dose às cidades. E que está organizando uma logística para que não extrapole o prazo para a vacinação. Sobre São José dos Campos, reforçou que a cidade precisa preencher a plataforma estadual que acompanha a vacinação para entender o ritmo de imunização e distribuição das doses.

Texto: g1.globo.com

Foto: g1.globo.com/Hélia Scheppa/Secretaria de Imprensa de PE